Professor e alunas da Abeu Colégios vivem a emoção e o orgulho de conduzir a Tocha Olímpica na Baixada Fluminense

As alunas da Abeu Colégios Paula de Sant’Anna, 16 anos, e  Alexandra Luparelli, 15 anos, e as ex-alunas Vanessa Pontes, 18 anos, e Juliane Aguiar, 20 anos, que terminaram o ensino médio, em 2015, e o professor de Educação Física Guilherme Simões, 35 anos, jamais irão esquecer o dia 3 de agosto de 2016. É que eles viveram o momento mais esperado: a condução da Tocha Olímpica na passagem pela Baixada Fluminense, região onde nasceram e moram.

Guilherme Simões

Guilherme Simões

O professor Guilherme Simões conduziu o símbolo olímpico no Centro de São João de Meriti; Paula de Sant’Anna e  Alexandra Luparelli fizeram o revezamento, no Centro de Nilópolis. Já as estudantes Vanessa Pontes e Juliane Aguiar conduziram a Tocha no bairro Piam, em Belford Roxo.

Sempre sorridente, Simões classificou o momento como indescritível: “Vivi uma sensação de euforia misturada com uma alegria maravilhosa”, disse. Mas ele não deixa de registrar a responsabilidade do evento. “Sabia da importância do momento e do que estava fazendo. Respeitei muito o símbolo olímpico, e isso preencheu ainda mais o momento de intensa emoção! Sou um esportista apaixonado e esse foi o ápice de minha carreira”, finaliza emocionado.

Com as lágrimas riscando o rosto de pele cor de neve, Juliane Aguiar disse que conduzir a Tocha Olímpica significou uma emoção que não conhecia. “Quando desci do ônibus pra conduzir a Tocha, e vi minha família, amigos e pessoas que eu nem conhecia torcendo por mim, vibrando, foi demais! Não consegui conter as lágrimas”, diz emocionada. Aguiar considera o 3 de agosto de 2016 especial na vida dela. “Eu nunca imaginei que um dia eu fosse fazer parte das Olimpíadas, conduzindo a Tocha Olímpica”, conta com os olhos prontos para derramar mais lágrimas.

Paula, Alexandra e Kárem

Paula, Alexandra e Kárem

Já Alexandra Luparelli, que não se imaginava selecionada para conduzir um símbolo tão importante como é a Tocha Olímpica, percorreu os 200 metros observada pelos populares da Baixada Fluminense. “Foi muito legal! A equipe que estava dando apoio aos condutores era maravilhosa, os policiais e os instrutores nos ajudaram em tudo. A população nos recebeu muito bem, gritando, pedindo pra tirar foto. Percebi que eles estavam felizes de verdade”, explica a morena Luparelli.

Tratada como celebridade pela população de Belford Roxo, a comunicativa Vanessa Pontes descreve a experiência de ser condutora da Tocha Olímpica como muito especial. “Participar do maior revezamento é participar da história do esporte, no meu país, no meu Brasil! Isso é surreal! Carreguei a tocha com a minha alma, vivi cada segundo com muita emoção! Tenho orgulho de ser brasileira, de fazer parte desta história”, frisa emocionada. Segundo ela, o momento de conduzir a Tocha ficará para sempre em seu coração. “Foi mágico! Meu desejo é que todos os brasileiros possam sentir o que eu senti naquele momento”.

 

Vanessa Pontes

Vanessa Pontes

Sempre simpática e carismática, a aluna cadeirante Paula Sant’Anna não conteve o choro ao terminar o revezamento. “Quando saí da pista e cheguei junto a meus parentes e aos amigos, desabei a chorar”, conta. Ela não conseguia expressar o tamanho da felicidade que sentia. “Eu acabava de realizar um sonho tão grande! Foi a melhor experiência da minha vida, sem sombra de dúvidas”, afirma.

Paula explica que, no evento, teve a oportunidade de representar cidade dela -Nilópolis -, e também pessoas que são portadoras da mesma doença: AME (Atrofia Muscular Espinhal). “Foi uma grande oportunidade também para a divulgação da doença e mostrar que pessoas com dificuldades podem realizar seus maiores sonhos”, destaca.

Juliane Aguiar

Juliane Aguiar

Para a coordenadora de Esportes da Abeu Colégios, Kárem dos Santos, o privilégio de acompanhar o revezamento da Tocha Olímpica renovou a esperança de fortalecer a Paz e a harmonia entre os povos. Segundo ela, o Fogo Olímpico tem esse significado. “Como ex-atleta e professora de Educação Física e, atualmente, coordenadora de Esportes, participar desse evento indiretamente foi uma experiência fantástica”, conclui.

Reportagem: Fernando Fraga

Fotos: Gabriela Mineiro e Rodolfo Walter

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